Autor: Ana Costa

Protagonismo feminino dentro e fora dos livros

Amigos autores e leitores, vamos conversar sobre   “O protagonismo feminino dentro e fora dos livros”.
Vocês são nossos convidados. Venham nos prestigiar.
Além do bate-papo, terá sorteio de brindes e livros, marcadores, exposição e venda de livros.
Também terá o lançamento de uma antologia com o mesmo tema, na qual participarei com um conto, cujo título é “Carga mental da mulher”.
Será um momento especial.

 

Local: Biblioteca Hans Christian Andersen

Av. Celso Garcia, 4142 – Tatuapé

Data:17/11/18

Horário: 13:30 hs.
GRATUITO

Prêmio talentos Helvéticos-Brasileiros (Suíça)

LIVRO DE ANA COSTA É SELECIONADO PARA O PRÊMIO TALENTOS HELVÉTICOS-BRASILEIROS

Ana Costa, autora dos livros “Razão para ser louca” e Volta, se houver motivo para voltar”, publicados pela Scortecci Editora, concorre ao Prêmio Talentos Helvéticos-Brasileiros.
Todos os anos, a Helvétia Edições (Genebra-Suíça) promove o Prêmio Talentos Helvéticos-Brasileiros, o qual visa levar ao público obras de destaque no âmbito literário brasileiro, possibilitando a divulgação e o reconhecimento em território internacional.
Este ano, os jurados estiveram empenhados na seleção dos livros, dos 300 inscritos durante 3 meses. Foram levados em consideração os seguintes critérios: criatividade, design, conteúdo e linguagem utilizada.


O livro “Volta, se houver motivo para voltar” (Scortecci Editora) foi selecionado na categoria de melhor livro biográfico, cuja premiação será em abril de 2019, na cidade de Genebra – Suíça.
Os vencedores do Prêmio participarão do 33º Salão do Livro e da Imprensa de Genebra, com sessão de autógrafos. O principal objetivo deste evento é promover as obras dos autores lusófonos no território europeu.
Atualmente, a Suíça conta com mais de 300 mil imigrantes lusófonos, o que repercute na circulação deste público no Salão. Participará como convidada de honra da Helvétia Edições, também com sessão de autógrafos, a escritora Ana Maria Machado, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras e ocupante da cadeira número 1 da mesma Instituição.


 No mês de Outubro também acontece o IV Salão do Livro de Lisboa e Covelhã (Portugal), onde será lançado o livro “Razão para ser louca” (Scortecci Editora), cujo objetivo, também é divulgar os autores lusófonos no mercado mundial.

IV Salão do livro de Lisboa e Covalhã – Portugal

 

 

Neste mês de outubro/18 participarei do IV Salão do Livro de Lisboa e Covelhã (Portugal), onde será lançado meu recente livro “Razão para ser louca”(Scortecci Editora), cujo objetivo é divulgar os autores lusófonos no mercado mundial.

 

 

 

 

                                           

 

Prefácio do livro “O telefonema que não fiz”

Estou muito feliz pela oportunidade de prefaciar o livro “O telefonena que não fiz”, romance do amigo escritor, Jonas Zair Vendrame  Parabéns e sucesso! #euscorteccieditora #eleskulleditora

“É com muito orgulho e alegria que anuncio que meu novo livro, O telefonema que não fiz, será prefaciado pela adorável e querida amiga @anacosta.costa, autora que é um exemplo de superação, escreveu dois livros maravilhosos que têm mudado a vida e a visão de muitas pessoas! Estou muito feliz”! @autorjonasvendrame

Lançamento do Livro “Razão para ser louca” em Curitiba

Evento Literário em Curitiba

O que falar a não ser agradecer a receptividade, acolhimento e calor humano das colegas escritoras e leitores que nos apoiaram no encontro que aconteceu no dia 08/09/2018.

Lançamento do Livro “Razão para ser louca” e da 2ª edição do livro “Volta, se houver motivo para voltar”.

Feliz por tudo.

Algumas fotos do evento:

Lançamento do Livro "Razão para ser louca", em Curitiba 08.09.18

Entrevista para o blog do escritor

Nome literário de Ana Maria dos Santos Costa.
É autora de crônicas e contos, estreou como escritora em 2015 com o livro autobiográfico Volta, se houver motivo para voltar, lançado na cidade de São Paulo em 2016; em Lisboa, Portugal e em Montreal, Canadá em 2017. A obra é ganhadora do Prêmio Troféu Literatura 2017, na categoria de melhor livro biográfico de língua portuguesa; e concorreu ao Prêmio Jabuti 2017.
É coautora das antologias Eternamente VocêInquietação e Escritores da Língua Portuguesa, edição bilíngue: português-francês.
Razão para Ser Louca
É o novo livro da escritora Ana Costa, após o sucesso de Volta, se houver motivo para voltar, ganhador do prêmio Troféu Literatura 2017. No Razão para Ser Louca, 41 contos e crônicas se alternam entre vivências pessoais e anedotas kafkianas; situações cotidianas e extraordinárias; viagens e permanências; encontros e desencontros; impressões e expressões; medos e coragens; e encantamentos e desilusões. Todos narrados no estilo peculiar de Ana Costa, uma prosa direta, franca, e salpicada de muita emoção e, sobretudo, humor. Lembranças da infância; experiências de uma mãe de adolescente; amores europeus; vivências em Paris; cartas da avozinha querida; cargas mentais; bizarrices; e excentricidades também aparecem no livro, entre muitas outras razões para sermos loucos.

Entrevista ( você pode acessar AQUI também)

05 de setembro de 2018.

Olá Ana. É um prazer contar, novamente, com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?

Razão para ser louca é um compilado de 41 contos e crônicas que se alternam entre vivências pessoais e anedotas kafkianas; situações cotidianas e extraordinárias; viagens e permanências; encontros e desencontros; impressões e expressões; medos e coragens; e encantamentos e desilusões. Todos narrados de forma peculiar, uma prosa direta, franca, e salpicada de muita emoção e, sobretudo, humor. Lembranças da infância; amores europeus; vivências em Paris; bizarrices; e excentricidades também aparecem no livro, entre muitas outras razões para sermos loucos. A ideia de escrevê-lo, em primeira lugar, escrever é a forma de diálogo mais eficaz para mim, pois, por meio da escrita faço o jogo de palavras sem as inconvenientes pausas na comunicação verbal que herdei do AVC. Por outro lado, vivemos em um mundo onde os ditos normais, matam, roubam, sabotam e destroem a autoestima das pessoas, sem nenhum pudor. Isso é triste, entretanto, concluí que a arte da loucura saudável mantém a lucidez e me faz livre e feliz. Em relação ao público, todos são bem-vindos à leitura dos meus livros.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?

Sou autora de crônicas e contos, escrevo exatamente o que gostaria de ler e uso a sensibilidade e o timing cômico para transformar situações comuns do dia a dia em histórias instigantes. O Razão para ser louca não é meu primeiro livro, estreei como escritora com o também, livro de crônicas, Volta, se houver motivo para voltar, lançado na cidade de São Paulo em 2016; em Lisboa, Portugal e em Montreal, Canadá em 2017, e recentemente foi lançada a 2ª edição. A obra foi ganhadora do Prêmio Troféu Literatura 2017, na categoria de melhor livro biográfico de língua portuguesa; e concorreu ao Prêmio Jabuti 2017. Sou coautora das antologias Eternamente vocêInquietaçãoEscritores da Língua Portuguesa, edição bilíngue: português-francês; e O silêncio das palavras. O Razão para ser louca, foi lançado em junho deste ano, e em agosto na 25ª Bienal Internacional do Livro (São Paulo); em setembro será em Curitiba e no mês de outubro em Portugal. No momento estou prefaciando a obra de um colega, mas meu próximo livro já está tomando forma na minha cabeça. Logo terá novidade.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?

Vida de escritor no Brasil? Ah, é difícil. Antes de mais nada, abraçar a escrita como profissão envolve paciência. Com rara exceção, não se vive de escrita de forma rápida como outras profissões, pode demorar anos e depender da publicação de várias obras. Aliás, essa é uma das minhas razões para ser louca, porque ainda não pago as despesas com a venda de livros, no entanto, os boletos chegam todos os dias e eu continuo escrevendo, pode? Rsrsrsrs. Mas é fascinante criar! Isso me conforta.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?

Participei do curso A arte de escrever, publicar e comercializar o produto livro, na Escola do Escritor, ministrado pelo Editor João Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?

Em primeiro lugar gostaria de agradecer o carinho e a oportunidade de compartilhar essa entrevista.
Eu espero que meu livro seja lido, sim, e para contextualizar o motivo utilizarei as palavras de uma leitora: A escrita é leve, agradável, engraçada e nos leva à introspecção e reflexão, proporcionando o reencontro com a gente mesma. Enfim, no livro aponto questões cuja essência mostra a maneira livre, leve, solta de viver. Bem, a mensagem que deixarei é um pedido: leia e incentive a leitura, em tese, a pessoa que lê tem melhor desenvolvimento profissional e pessoal. A leitura traz conhecimento, sonhos, viagens, raciocínio lógico e acumula reserva cognitiva, a qual pode-se necessitar no futuro (para mim, esse futuro, acidentalmente, já chegou e estou usando e abusando do meu estoque de reserva cognitiva. Rsrsrsrsrs). Ah, continue a ler meus livros e não esqueçam de dar feedback, os comentários do leitor situa o escritor.

Obrigado pela sua participação.

 

 

Entrevista- Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia

 36ª edição da Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia

Aqui apresento mais uma entrevista

Páginas: 52 e 53

Devido a impossibilidade de fazer download da entrevista e para uma melhor leitura, postarei em formato jpg a entrevista  neste espaço.

Página: 54

Link para acesso a revista: AQUI

Estou estou na página 52,53 e 54.

 

Síndrome de Gerstmann

Somente três anos após eu ter sofrido o episódio do AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico) e de ter passado por inúmeros exames, testes, entrevistas, anamneses, diversos especialistas e tratamentos, foi finalmente, diagnosticado e nominado algumas das  sequelas as quais herdei da isquemia, cujos sintomas me causaram angústia e curiosidade durante esses anos. Mesmo sabendo que não mudaria em nada os acontecimentos, o desejo de saber o porquê de algumas dificuldades funcionais adquiridas, como, a “desorientação espacial e de lateralidade (direita/esquerda), não identificar e nominar os dedos da mão, a descalculia e a dificuldade de identificar certos objetos e suas funções, e para escrever, ora, viva o processador de texto!”, eu precisava de explicação clínica que justificasse os sintomas de tais deficiências para aquietar meu coração. Só quem tem deficiência não aparente sabe o que significam as críticas e desconfianças pelas quais sobrevêm. O esclarecimento, finalmente chegou e compartilho com vocês o mistério,  ele se chama Síndrome de Gerstmann.

Este post é apenas  informativo, procure seu médico sempre que precisar esclarecer dúvidas em relação à sua saúde.

 Entenda o que é Síndrome de Gerstmann

Síndrome de Gerstmann é um distúrbio neurológico raro caracterizado por lesões no giro angular do hemisfério cerebral dominante (geralmente o hemisfério esquerdo). O giro angular situa-se no lobo parietal, próximo ao lobo temporal. Nomeado em homenagem a Josef Gerstmann, neurologista austríaco na década de 20, pode eventualmente mudar de nome para Síndrome Angular por recomendação da comunidade científica.[1]

 Causa

A lesão geralmente é causada por isquemia cerebral, traumatismo ou AVC.

Os prejuízos na capacidade de leitura e reconhecimento costumam ser  incapacitantes, principalmente nas áreas educacionais e profissionais.

Sinais e sintomas

Essa síndrome é caracterizada por quatro sintomas principais[2]:

Disgrafia/agrafia: dificuldade/incapacidade de se expressar pela escrita;

Discalculia/acalculia: dificuldade/incapacidade de compreender matemática;

Agnosia: a incapacidade de distinguir os dedos na mão;

Desorientação em relação a esquerda e direita.

Como todas as síndromes, uma das dificuldades é representada pelas formas frustras, ou seja, nem todos os pacientes apresentam todas as manifestações[3].

Tratamento

Não há cura para a síndrome de Gerstmann. O tratamento é apenas sintomático e psicoeducativo. Terapia ocupacional e psicológica podem ajudar a diminuir a dificuldade em ler, escrever e calcular. Calculadoras e processadores de texto podem ajudar a contornar esses problemas. O neurologista e neuropsicólogo são os profissionais capacitados para reabilitação.

Os sintomas podem naturalmente diminuir com o tempo dependendo da causa e da idade do paciente.

 Parônimo

Não deve ser confundida com a Síndrome de Gerstmann-Straussler-Scheinker, uma encefalopatia espongiforme transmissível.

Referências

  1. Vallar G (July 2007). “Spatial neglect, Balint-Homes’ and Gerstmann’s syndrome, and other spatial disorders”. CNS Spectr 12 (7): 527–36. PMID 17603404.
  2. Carota A, Di Pietro M, Ptak R, Poglia D, Schnider A (2004). “Defective spatial imagery with pure Gerstmann’s syndrome”. Eur. Neurol. 52 (1): 1–6. doi:10.1159/000079251. PMID 15218337.
  3. Vitor Geraldi Haase – Professor titular do Departamento de Psicologia da FMG,
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Imagens ilustrativas tiradas da internet

“Me desculpe” por eu ter voz

Imagem da internet

Adaptado do texto ‘Porcos não reconhecem pérolas” da amiga e escritora Stella Florence (com a devida autorização). Há algum tempo Florence escreveu uma carta de presente para uma amiga que levara um fora. À época, fez bem a ela ter a experiência materializada em texto, o qual poderia ser entregue ao dito cujo (e foi), poderia ser impresso e simbolicamente queimado (e foi), poderia fazê-la erguer a cabeça e a autoestima (e fez). Se fez bem para uma mulher, poderá fazer para muitas mulheres que amaram demais, mas foram amadas de menos.

Me desculpe por ter tomado a iniciativa. Me desculpe por ter falado o que você queria ouvir. Me desculpe por ter ligado. Me desculpe por ter esperado.
Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe pelas feridas que sua ex deixou em você. Me desculpe por eu ter sido a primeira depois dela. Me desculpe por não entender seu excesso de ciúme. Me desculpe por eu ter dito “sim”. Me desculpe por eu ter dito “não”.
Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por você ter me achado ousada demais. Me desculpe por ser intensa. Me desculpe por desejar. Me desculpe por não desejar.
Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe pelo que foi ruim. Me desculpe pelo que foi bom. Me desculpe pelo atrevimento de supor que eu merecia o que de bom aconteceu.
Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu não ter usado máscara em nenhum momento. Me desculpe por ter tirado a roupa. Me desculpe por ter mostrado meu corpo. Me desculpe por eu ter gostado de mostrar meu corpo.
Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu ter falado verdades. Me desculpe por você não ter entendido um terço do que eu falei.
Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por, em algum momento, eu ter te achado bonito. Me desculpe por, em algum momento, eu ter me achado bonita. Me desculpe por, em algum momento, eu ter te amado. Me desculpe por ter me amado em todos os momentos.
Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe pelo seu desconhecimento do mundo. Me desculpe por eu ter alma livre.
Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu gostar de rosas e amar tulipas. Me desculpe pela sua nova namorada achar margarida uma flor pobre.
Me desculpe por você ter ido embora. Me desculpe por eu não entender porque você foi embora. Me desculpe por eu ter ficado.

Sobretudo, me desculpe por eu pedir essas ridículas, inúteis e dolorosas desculpas. Que, naturalmente, não são para você, afinal, porcos não reconhecem pérolas.

Três imagens tiradas da internet

 

Resenha do livro Razão para ser louca no Blogspot – Por Simone Pesci

[Falando em]: Razão Para Ser Louca — de Ana Costa

Por Simone Pesci – Escritora e blogueira

RAZÃO PARA SER LOUCA é uma sequência de contos divertidos e, ao mesmo tempo, reflexivos. Como já era de se esperar, eu me identifiquei com os pensamentos da autora e a cada virar de página pensava: “O que será que ela aprontou agora?!” 

Link da postagem

Eu recebi essa lindeza em parceria com a autora Ana Costa (PS.: Obrigada, Ana!) 💘💘💘. Trata-se do seu mais novo lançamento — Razão Para Ser Louca — um livro com contos e crônicas. A propósito, já li e resenhei o primeiro trabalho da autora (para conferir a resenha, clique AQUI). Agora confira a sinopse e o que eu achei deste lançamento, uma publicação do grupo editorial  Scortecci.

Sinopse: “Razão Para Ser Louca” é o novo livro da escritora Ana Costa, após o sucesso de “Volta, se houver motivo para voltar”, ganhador do prêmio Troféu Literatura 2017. No Razão para Ser Louca, 41 contos e crônicas se alternam entre vivências pessoais e anedotas kafkianas; situações cotidianas e extraordinárias; viagens e permanências; encontros e desencontros; impressões e expressões; medos e coragens; e encantamentos e desilusões. Todos narrados no estilo peculiar de Ana Costa, uma prosa direta, franca, e salpicada de muita emoção e, sobretudo, humor. Lembranças da infância; experiências de uma mãe de adolescente; amores europeus; vivências em Paris; cartas da avozinha querida; cargas mentais; bizarrices; e excentricidades também aparecem no livro, entre muitas outras razões para sermos loucos.

Porque de louco, todo mundo tem um pouco…”

Uma grata e animada surpresa!

Por se tratar de um livro de contos/crônicas, antes de dizer o que achei, deixarei abaixo três quotes.

Enfim, na medida em que a vida passa, questiono mais e mais. E hoje a metade de minha alma, aquela que é anarquista, acordou com uma vontade danada de sentar com Deus e entender seus mistérios. Por várias razões, sobretudo, porque Ele poderia ter sido menos gozador quando formatou a espécie humana. (Livro: Razão Para Ser Louca, Pág. 33)
É assim, caro leitor, geralmente os doidos fazem coisas incompreensíveis na visão dos ditos normais, e em contrapartida, os ditos normais também fazem coisas incompreensíveis na visão dos doidos. As forças se convergem, ou seja, somos todos igualmente doidos. Afinal de contas, de acordo com Machado de Assis “de médico e louco todo mundo tem um pouco”. Cada um a seu nível, cada um com sua loucura. É daí que vem a graça. (Livro: Razão Para Ser Louca, Pág. 111)
Como o tempo não para, quando me dei conta já era  hora de retornar. Voltei compreendendo que o mundo está cheio de razões para ser louca, basta ter maturidade para encará-las — viajar é uma delas. O amor também. (Livro: Razão Para Ser Louca, Pág. 122)

Com uma narrativa envolvente e — diga-se de passagem — para lá de engraçada, marca registrada da autora, fui conduzida a um amontoado de acontecimentos.

 RAZÃO PARA SER LOUCA é uma sequência de contos divertidos e, ao mesmo tempo, reflexivos. Como já era de se esperar, eu me identifiquei com os pensamentos da autora e a cada virar de página pensava: “O que será que ela aprontou agora?!” Trata-se de relatos do cotidiano, narrados de forma singela e levando consigo uma verdadeira e cômica mensagem. A autora, por mais uma vez, está de parabéns!!! Além de inteligente e carismática provou novamente ser uma excelente contadora de histórias. Tenho por mim que quando a conhecer pessoalmente não conseguirei segurar o riso… Essa é a sensação que a leitura nos deixa, com ensinamentos e uma mente maquinando sobre todo tipo de assunto. Por fim, para quem curte uma leitura rápida, instigante e animada, eis essa excelente pedida. EU. MEGA. RECOMENDO. o/

Os contos/crônicas são narrados em primeira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está ótima, com bons espaçamentos e excelente tamanho de fonte, adornado em papel pólen (o amarelinho); e a capa é singela e instigante, estampando o título da obra e o nome da autora.

Livro: RAZÃO PARA SER LOUCA
Autora: Ana Costa 
Gênero: Contos/Crônicas
Ano: 2018
Páginas: 141