Categoria: Informativo

Síndrome de Gerstmann

Somente três anos após eu ter sofrido o episódio do AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico) e de ter passado por inúmeros exames, testes, entrevistas, anamneses, diversos especialistas e tratamentos, foi finalmente, diagnosticado e nominado algumas das  sequelas as quais herdei da isquemia, cujos sintomas me causaram angústia e curiosidade durante esses anos. Mesmo sabendo que não mudaria em nada os acontecimentos, o desejo de saber o porquê de algumas dificuldades funcionais adquiridas, como, a “desorientação espacial e de lateralidade (direita/esquerda), não identificar e nominar os dedos da mão, a descalculia e a dificuldade de identificar certos objetos e suas funções, e para escrever, ora, viva o processador de texto!”, eu precisava de explicação clínica que justificasse os sintomas de tais deficiências para aquietar meu coração. Só quem tem deficiência não aparente sabe o que significam as críticas e desconfianças pelas quais sobrevêm. O esclarecimento, finalmente chegou e compartilho com vocês o mistério,  ele se chama Síndrome de Gerstmann.

Este post é apenas  informativo, procure seu médico sempre que precisar esclarecer dúvidas em relação à sua saúde.

 Entenda o que é Síndrome de Gerstmann

Síndrome de Gerstmann é um distúrbio neurológico raro caracterizado por lesões no giro angular do hemisfério cerebral dominante (geralmente o hemisfério esquerdo). O giro angular situa-se no lobo parietal, próximo ao lobo temporal. Nomeado em homenagem a Josef Gerstmann, neurologista austríaco na década de 20, pode eventualmente mudar de nome para Síndrome Angular por recomendação da comunidade científica.[1]

 Causa

A lesão geralmente é causada por isquemia cerebral, traumatismo ou AVC.

Os prejuízos na capacidade de leitura e reconhecimento costumam ser  incapacitantes, principalmente nas áreas educacionais e profissionais.

Sinais e sintomas

Essa síndrome é caracterizada por quatro sintomas principais[2]:

Disgrafia/agrafia: dificuldade/incapacidade de se expressar pela escrita;

Discalculia/acalculia: dificuldade/incapacidade de compreender matemática;

Agnosia: a incapacidade de distinguir os dedos na mão;

Desorientação em relação a esquerda e direita.

Como todas as síndromes, uma das dificuldades é representada pelas formas frustras, ou seja, nem todos os pacientes apresentam todas as manifestações[3].

Tratamento

Não há cura para a síndrome de Gerstmann. O tratamento é apenas sintomático e psicoeducativo. Terapia ocupacional e psicológica podem ajudar a diminuir a dificuldade em ler, escrever e calcular. Calculadoras e processadores de texto podem ajudar a contornar esses problemas. O neurologista e neuropsicólogo são os profissionais capacitados para reabilitação.

Os sintomas podem naturalmente diminuir com o tempo dependendo da causa e da idade do paciente.

 Parônimo

Não deve ser confundida com a Síndrome de Gerstmann-Straussler-Scheinker, uma encefalopatia espongiforme transmissível.

Referências

  1. Vallar G (July 2007). “Spatial neglect, Balint-Homes’ and Gerstmann’s syndrome, and other spatial disorders”. CNS Spectr 12 (7): 527–36. PMID 17603404.
  2. Carota A, Di Pietro M, Ptak R, Poglia D, Schnider A (2004). “Defective spatial imagery with pure Gerstmann’s syndrome”. Eur. Neurol. 52 (1): 1–6. doi:10.1159/000079251. PMID 15218337.
  3. Vitor Geraldi Haase – Professor titular do Departamento de Psicologia da FMG,
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Imagens ilustrativas tiradas da internet

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Acidente Vascular Cerebral

Há três anos sofri um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), o qual foi impactante na minha vida. Razão pela qual me despertou o interesse em estudar o assunto e compartilhar algumas informações que considero importantes para incentivar as pessoas a se prevenirem dos danos que essa doença pode causar na vida delas, dos familiares ou amigos.

As informações aqui contidas foram extraídas de sites médicos e a identificação da fonte de pesquisa consta no final da página. Então vamos ao tema central.

De acordo com especialistas, o Acidente Vascular Cerebral – conhecido pela sigla AVC e popularmente como “derrame” –, por ser uma das doenças que mais matam no mundo, é uma urgência médica que precisa ser rapidamente diagnosticada e tratada, pois quanto antes diagnosticada, menos danos o paciente sofrerá.

O AVC pode ser classificado como: isquêmico e hemorrágico.

AVC Isquêmico (AVCI)

 

O AVC isquêmico se dá quando há a obstrução da artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, essa condição é chamada de isquemia. Nos primeiros momentos em que o fato ocorre não há morte do tecido cerebral, mas, por conta da falta de suprimento sanguíneo, ele se degenera rapidamente. Porém, há uma região em volta do acidente, que possui fluxo de sangue reduzido e que se mantém vivo ainda por um tempo. É justamente nessa região que os esforços terapêuticos se concentram na hora do tratamento. A obstrução da artéria pode acontecer por um coágulo de sangue, conhecido por trombo, que se forma na parede do vaso sanguíneo, ou por um trombo que se desloca pela corrente sanguínea até ficar preso em um vaso sanguíneo menor que sua extensão.

No AVCI há um subtipo chamado Ataque Isquêmico Transitório (AIT), que se caracteriza pelo entupimento passageiro em um dos vasos sanguíneos, mas que não chega a causar uma lesão cerebral. Ou seja, é um déficit de sangue momentâneo que se reverte em poucos minutos ou em até 24 horas, sem deixar sequelas.

É importante saber que o AIT ou o AVC ocorrem sempre, ou quase sempre, subitamente e os principais sintomas são: fraqueza ou dormência em um lado do corpo; dificuldade para falar, entender as coisas, para engolir, andar e enxergar, além da perda da força da musculatura do rosto, deixando a pessoa com a boca torta; de tontura, que leva ao desequilíbrio e queda; e alteração da memória.

Muitas são as causas do AVCI, entre as mais conhecidas estão: hipertensão; tabagismo; obesidade; alto nível de colesterol; histórico familiar de doenças cardíacas ou diabetes; alcoolismo; e idade avançada.

AVC Hemorrágico

O AVC é hemorrágico quando há o rompimento de um vaso cerebral, ocorrendo um sangramento (hemorragia) em algum ponto do sistema nervoso. O AVC hemorrágico não é tão comum quanto o isquêmico, no entanto, pode causar a morte mais frequentemente. Traz algumas complicações temporárias ou permanentes – isso vai depender da intensidade do acidente e de quanto tempo o cérebro ficou sem receber oxigênio.

Assim como o AVC isquêmico, os sintomas do AVC hemorrágico se caracterizam por perda neurológicas e são parecidos: Dor de cabeça muito forte; paralisia de um dos lados do corpo; dificuldade para falar, pensar e engolir; alterações visuais, como perder parte ou totalmente o campo visual; e sintomas motores ou sensitivos, como dormência no rosto, mãos e pernas.

A principal causa do AVC hemorrágico é a hipertensão arterial, condição que acaba enfraquecendo as artérias do cérebro, tornando-as mais propensas à ruptura. Os fatores que podem aumentar a pressão arterial são: diabetes; tabagismo; colesterol alto; alcoolismo; sobrepeso e obesidade; sedentarismo; e estresse.

Há alguns casos extremamente raros de pessoas que sofrem mudanças peculiares após o AVC, como alterações comportamentais e até mesmo de personalidade, dependendo da área do cérebro que é afetada.

É válido ressaltar que algumas das complicações são incapacitantes e outras podem ser revertidas com programas de recuperação e reabilitação.

 

Atenção!, faça acompanhamento médico adequado, e na presença de sintomas citados é importante ir imediatamente ao pronto-socorro. Não esqueça que o AVC acontece “subitamente” e a recuperação – quando há –, bem, essa é lenta, muito lenta.

Confesso que apesar da paciência que adquiri com a experiência do AVC, não é nada fácil lidar com a desorganização cerebral, mas a vida segue, e como segue! Cuide-se.

Ana Costa
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Fonte: Dr. Roberto de M. Carneiro de Oliveira – http://www.saudedireta.com.br/docsupload/1389698240visao_medica_dez_parte_001.pdf https://minutosaudavel.com.br/avc-isquemico-e-hemorragico-o-que-e-sintomas-causas-e-sequelas/#fatores-risco-avc
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/avc-hemorragico

As imagens são ilustrativas tiradas da internet